O BaianaSystem é um projeto musical formado em 2009 com o objetivo de encontrar novas possibilidades sonoras para a guitarra baiana, instrumento criado em SalvadorBahia nos anos 1940 e que foi responsável pela criação do trio elétrico. O nome vem da junção de “guitarra Baiana” com “sound system“, que são sistemas de som criados e popularizados na Jamaica. A ideia inicial era a utilização de bases novas e/ou conhecidas onde a guitarra pudesse assumir o papel de “canto” nesse sistema, dividindo e dialogando com a voz. Idealizado pelo guitarrista Roberto Barreto, o BaianaSystem começa – já em 2009 – a experimentar e gravar as músicas inéditas que dariam forma ao primeiro disco lançado no início de 2010. Essa produção foi feita ao lado do baixista e produtor Marcelo Seco, e já com a presença e criação de Russo Passapusso, que representa a linguagem “sound system” desse projeto. Junto com essa construção musical, o conceito visual também se agrega com a direção visual de Filipe Cartaxo.

O BaianaSystem conta com a colaboração de diversos músicos, produtores e artistas. Entre os colaboradores mais frequentes que ajudam a formatar a sonoridade, esta os DJ e produtor João Meirelles e guitarrista Junix, o maestro Ubirantan Marques e os percussionistas Japa System e Ícaro Sá.

 

Nas palavras de BNegão

“Da música jamaicana vem a sabedoria das divisões e dos graves de Seko Bass (também responsável pela maioria das programações das batidas originais, ou seja: o “homem-cozinha” do grupo);

Das antigas festas de largo, da tradição fotográfica e da arquitetura moderna, vem os frames, máscaras e traços de Filipe Cartaxo;

Da mistura sem precedentes entre o toaster jamaicano e o samba do recôncavo baiano, vem o estilo inovador de Russo Passapusso;

Das tradições da guitarra baiana (inventada pelos mestres Dodô & Osmar) em conjunto com uma forte influência africana, vem Roberto Barreto (o idealizador do BS), com suas linhas e riffs que dão a identidade final e definitiva ao Baiana.

Quatro cabeças pensantes, à serviço da arte dançante.

Do alto do seu Navio Pirata, estes destemidos tripulantes, ao mesmo tempo que traduzem em seu próprio estilo, os sons das ruas e vielas, propõe uma nova ordem; libertária, capaz de provocar uma catarse coletiva por onde quer que passem.

Ijexá,Afoxé, Dancehall, Pagodão, Sambareggae,Cumbia, Chula, Dub, Cabula, Kuduro, Samba Duro, Cantiga de Roda, Eletrônica…

África

Brasil Caribe.

A riqueza de ritmos e referencias que brotam, não como “pesquisa”, e sim como vivência.

Sentimento e movimento.”

 

 

 

 

Nas veias abertas da América Latina Tem fogo cruzado queimando nas esquinas Um golpe de estado ao som da carabina, e fuzil Se a justiça é cega, a gente pega quem fugiu

NAVIO PIRATA

O Navio surgiu há alguns anos justamente pela ideia da pirataria como uma forma de abrir brechas em todo o sistema, voltar o olhar para o invisível, para o que não se tem dado atenção na festa, ter um contato mais próximo e vir na contra mão do que estava sendo a logica do carnaval. Sair a bordo do Navio Pirata e mergulhar no mar de gente, sons e luzes é sempre combustível e vital para o BaianaSystem.

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